Artigo

25 Mar, 2014

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que, em Portugal, 31% dos rapazes e 18% das raparigas têm excesso de peso. Aos 15 anos, a obesidade atinge os 24% e os 17%, respetivamente.
É fundamental intervir precocemente para evitar o excesso de peso, estando cientificamente demonstrado que os cuidados devem iniciar durante a gravidez e nos primeiros anos de vida. A falta de atividade física e o consumo de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar é uma combinação fatal.
A melhor estratégia para combater a obesidade é a prevenção!

Quais as causas da obesidade infantil?

Estudos apontam para uma relação entre aleitamento materno e obesidade, ou seja, quanto maior o tempo de aleitamento materno, menor o risco de desenvolver obesidade. Distúrbios do comportamento alimentar, má relação familiar, sedentarismo, lanches em excesso, aumento do consumo de açúcares e alimentos industrializados, bem como o baixo consumo de verduras são, algum dos, fatores que contribuem para o aumento de peso.
Os fatores genéticos também influenciam a obesidade. É possível herdar genes que levam ao desenvolvimento anormal de gordura e também, à distribuição de gordura que se acumula predominantemente em determinadas regiões por exemplo, nas nádegas ou zona abdominal. Assim, Se os pais forem obesos, há 60 a 80% de probabilidade dos filhos também o serem ou terem excesso de peso. Quando apenas o pai ou a mãe é obeso, a probabilidade diminuí para 40%. Se os pais tiverem um peso normal, há 15% de probabilidade de obesidade na descendência.
O risco de uma criança obesa se tornar um adulto obeso aumenta com a idade. Há dois períodos de grande aumento de células adiposas (gordura), o último trimestre da gestação (vida intrauterina) até aproximadamente aos 2 anos de idade; e na pré-adolescência entre os 10 e 13 anos de idade. Crianças superalimentadas nestes períodos, em associação com fatores genéticos, podem acumular uma quantidade irreversível de gordura. Assim, uma criança durante a vida intrauterina terá fortes probabilidades de o continuar a ser na adolescência e um adolescente obeso será provavelmente um adulto obeso.

Quais as consequências da obesidade infantil?

Crianças com excesso de peso e obesidade apresentam uma maior predisposição para desenvolver dislipidemia (níveis elevados ou anormais de líquidos e/ou lipoproteínas no sangue), hipertensão (aumento da tensão arterial), doenças cardiovasculares, problemas endócrinos (p. e. diabetes), gástricos, pulmonares (p.e. apneia do sono), ortopédicos e neurológicos.
A investigação tem demonstrado que o excesso de peso leva a uma maior predisposição para o desenvolvimento de problemas psicológicos e psiquiátricos, como a depressão e a ansiedade, problemas comportamentais e emocionais. Havendo, também, maior probabilidade de desenvolver comportamentos de risco (consumo de álcool e tabaco), estigmatização e discriminação social, desenvolvimento de uma imagem corporal negativa, levando consequentemente a efeitos negativos sobre a autoestima.