Artigo

01 Dez, 2015

A SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) é uma doença assustadora, da qual, por vezes, pouco se sabe. São vários os mitos sobre esta doença, bem como as informações infundadas. No entanto, principalmente por ser uma doença com uma taxa de mortalidade muito alta, é necessário estar bem informado sobre ela.

O que é?

A SIDA é a uma doença que não tem qualquer relação hereditária, sendo que é provocada por um vírus que enfraquece o sistema imunitário. O organismo fica exposto a determinadas doenças oportunistas que aproveitam a vulnerabilidade deste mesmo sistema para se instalarem, acabando por provocar a morte do indivíduo.

São exemplos destas doenças:

  • Formas raras de pneumonias
  • Toxoplasmose
  • Cancros como o sarcoma de Kaposi
  • Meningite criptocócica

Quando uma pessoa está infectada com este vírus (VIH), diz-se que está seropositiva.

Quais os sintomas?

Pode acontecer que, durante vários anos, o indivíduo que esteja infetado com este vírus, não manifeste a doença, aparentando um estado saudável e sem sintomas. Esta fase é normalmente denominada de período assintomático.
Quando a fase aguda da infecção se manifesta, os indivíduos apresentam sintomas como:

  • Gripe com febre
  • Suores noturnos
  • Dores de cabeça e de estômago
  • Perdas de peso sem razão aparente
  • Pele seca
  • Cansaço extremo
  • Diarreia
  • Queda de cabelo
  • Falta de apetite

Todos estes sintomas são sempre consequência de um enfraquecimento do sistema imunitário.

Quais as diferentes formas de contágio?

A SIDA têm várias formas de contágio. Sendo as mais comuns:

  • Através da relação sexual, mais propriamente através do contacto dos diferentes fluidos que integram este tipo de relação, como os fluidos vaginais e o sémen. Este tipo de vírus pode ser transmitido através da relação vaginal, anal ou oral, bastando para isso que os tais fluidos entrem em contacto com pequenas feridas existentes tanto na vagina como no ânus, pénis e boca.
  • Entrada do vírus diretamente na corrente sanguínea, o que pode acontecer, por exemplo, através do contacto com uma seringa que esteja infetada.
  • O vírus está também presente nas lágrimas e no próprio suor, mas devido à reduzida quantidade de vírus, torna-se menos perigoso o contacto com este tipo de fluidos.
  • Através do leite materno - neste caso para o bebé que está em fase de amamentação.
  • Embora seja uma hipótese remota, através das transfusões de sangue, pois poderá estar infetado com este vírus.

Quais as medidas de prevenção?

Relações sexuais:

As medidas de prevenção, no que diz respeito à possibilidade de haver uma relação sexual de risco, têm a ver com o uso de preservativos, que evitam o contacto dos fluidos durante o ato sexual. É importante também evitar o contacto com objectos que estiveram em contacto com fluidos vaginais e/ou sémen, pois continuará a existir a possibilidade de este vírus ser transmitido.

Partilha de objetos cortantes:

Não se deve partilhar seringas ou agulhas, assim como outros objectos cortantes, uma vez que podem estar infectados, principalmente alguns utensílios que servem para preparar drogas injetáveis.

Quais os maiores comportamentos de risco?

Entre os vários comportamentos de risco, destacam-se:

  • Indivíduos que praticam regularmente atos sexuais de risco, ou seja, sem o uso de preservativo e com mais do que um parceiro sexual.
  • Os toxicodependentes, que partilham as seringas e outros utensílios na preparação das drogas injectáveis, estão também perante situações de risco.
  • Profissionais de saúde que lidam com o sangue ou outros fluidos orgânicos, assim como com objectos cortantes que poderão estar infectados, estarão também em risco de lhes serem transmitidos o vírus da imunodeficiência.

A SIDA tem cura?

Não, não tem. No entanto, existem hoje em dia medicamentos antirretrovirais que tratam as infecções, permitindo que as pessoas que estão infectadas tenham mais anos de vida, principalmente se levarem esta medicação de forma rigorosa e disciplinada. De qualquer forma, esta terapêutica para além de não curar a doença, ainda apresenta alguns danos colaterais ao doente.
Estão a ser realizados estudos importantes, havendo uma forte possibilidade de esta mesma cura ser encontrada rapidamente. Atualmente, foi descoberto um importante inibidor de vírus da SIDA, em símios, que permitiu proteger estes mesmo animais do vírus durante 8 meses. Esta descoberta está a ser desenvolvida por um grupo de americanos e foi divulgada pela revista britânica Nature, tornando-se assim numa importante divulgação científica tendo em conta a descoberta para a cura desta doença.