Artigo

25 Ago, 2015

Já toda a gente ouviu falar na temida dor ciática, mas nem todos sabem que esta é uma dor que atormenta muitas pessoas, podendo mesmo ser incapacitante. Com uma escala de dor que pode ir da dor moderada à dor extremamente forte, se não for devidamente tratada, a dor ciática pode agravar-se de forma irremediável, acarretando mesmo danos permanentes para os nervos. O que é afinal a dor ciática, quais os primeiros sintomas, como tratar e como lidar com esta doença no dia-a-dia?

O que é a dor ciática?

Para começar, convém explicar que “ciático” é o nome do nervo mais longo do corpo humano, ligando o dedo maior dos pés à região lombar. Quando existe uma lesão ou pressão no nervo ciático, surge a chamada dor ciática que tem a sua origem na coxa e estende-se por toda a extensão do nervo, ultrapassando a zona do joelho. Esta dor pode ser unilateral ou bilateral, dependendo se afeta apenas uma perna ou ambas. Não sendo por si só uma doença, a dor ciática pode ser um sintoma de outros problemas clínicos. A dor ciática pode ser desencadeada por uma hérnia de disco, um síndrome do músculo piriforme (músculo situado na região glútea), lesão ou fratura pélvica, diabetes ou tumores. As infeções provocadas pelo vírus do herpes zóster também podem originar a dor ciática.

Primeiros sinais da dor ciática

Quem sofre de dor ciática há algum tempo sabe já perceber e identificar os sinais que alertam para o princípio de uma nova crise. Uma dor que começa por ser suave e que se intensifica após os movimentos de levantar ou sentar, rir ou tossir, que piora de noite e se revela mais aguda após caminhadas de alguns metros costuma ser o principal sinal da dor ciática.

Principais sintomas

Os principais sintomas da dor ciática estão relacionados com uma sensação de formigueiro, pouco percetível no início, uma dor tipo “moinha” ou impressão de queimadura. Nas crises mais fortes da dor ciática a pessoa fica impossibilitada de andar devido às enormes dores que sente na perna. É mais frequente a dor manifestar-se apenas de um lado, sendo acompanhada por uma dormência dos membros inferiores que não doem. A perna que dói pode também apresentar sinais de fraqueza, como se fosse ceder a qualquer instante.

Como tratar a dor ciática

Quando a dor não desaparece ao fim de alguns dias, e antes pelo contrário se intensifica, a ida ao médico é uma necessidade imperiosa sob risco de as dores piorarem bastante e poderem até dar origem a um problema mais sério. O médico avaliará a história do paciente e mandará realizar exames físicos para identificar as causas da dor. Entre esses exames costumam estar o raio-X, o exame de tomografia computadorizada e o exame de ressonância magnética. Depois de apurada a causa da dor, o médico prescreverá o tratamento mais indicado para o caso em questão. Na maioria dos casos, o tratamento passa por aplicar gelo na área afetada pela dor ciática, pela toma de analgésicos que ajudam a combater as dores e, caso se revele necessário, a toma de anti-inflamatórios orais e/ou a aplicação de pomadas ou gel. Em alguns casos, a fisioterapia específica para a dor ciática também pode ser recomendada.

Recomendações práticas para lidar com a dor ciática no dia-a-dia

A maioria das pessoas acredita que a melhor forma de lidar com a dor ciática é mantendo-se inativo até a dor passar. De facto, o repouso é conveniente, uma vez que não é boa ideia esforçar a perna que dói enquanto a dor está na sua fase mais ativa. Contudo, passados os dois primeiros dias – nos quais se aconselha descanso – convém retomar a atividade de forma gradual e cuidadosa. Levantar pesos ou efetuar movimentos giratórios rápidos é desaconselhável durante as primeiras semanas mas, caso os sintomas tenham melhorado após duas semanas, é útil voltar a fazer exercícios básicos recomendados pelo médico e que se destinam a fortalecer o abdómen e aumentar a flexibilidade da coluna vertebral.

Apesar do receio que muitas pessoas sentem relativamente às intervenções cirúrgicas no caso das dores ciáticas, convém esclarecer que essa é uma opção de último recurso e empregue apenas quando os tratamentos usualmente prescritos fracassam ou quando a dor se torna de tal forma incapacitante que atinge escalas de sofrimento insuportáveis para o doente. A boa notícia é que, na maior parte dos casos e desde que seja atempadamente diagnosticada e tratada, a dor ciática acaba por desaparecer rapidamente, permitindo que o doente retome a sua vida normal.