Sou Borderline: Mas quem sou eu e o que pretendo?
Dom, 19/03/2017 - 17:17
Descobri que era Borderline aos 19 anos. Desde aí tem sido um percurso difícil, mas o que mais falta senti este tempo todo foi de conviver e desabafar com pessoas com o mesmo transtorno que eu. Descobri este grupo e estou desejosa de conhecer pessoas que desejem partilhar vivências e experiências para que possamos perceber como lidar melhor com nós próprios. Sou da zona de Aveiro. Alguém para falar? Abraço a todos e coragem.
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Dom, 19/03/2017 - 17:24
Descobri que era Borderline aos 19 anos. Desde aí tem sido um percurso difícil, mas o que mais falta senti este tempo todo foi de conviver e desabafar com pessoas com o mesmo transtorno que eu. Descobri este grupo e estou desejosa de conhecer pessoas que desejem partilhar vivências e experiências para que possamos perceber como lidar melhor com nós próprios. Sou da zona de Aveiro. Alguém para falar? Abraço a todos e coragem.
Dom, 19/03/2017 - 19:08
Olá Sandra
Bem-vinda ao grupo
Entendo perfeitamente aquilo que tu dizes, e sim é bastante difícil lidar com este transtorno e o percurso é igualmente extremamente difícil, não que não se consiga ter dias satisfatórios no nosso percurso porque mesmo numa realidade bastante complicada esses dias bons também vão existindo de quando em quando.
No meu caso, eu que já fui diagnosticado e que já lido com esta realidade há já bastante tempo também sempre tive muita dificuldade em encontrar e em lidar com alguém que vivesse esta mesma problemática, concordo contigo porque, de facto, acho que seria muito importante lidar com pessoas que realmente vivessem a mesma experiência e entendessem realmente as nossas palavras e o seu verdadeiro significado e essencialmente percebessem as nossas emoções e o nosso sentir e o porquê de sermos assim sem recorrerem à crítica fácil, mas pronto, o Mumdo muitas vezes é ingrato para toda a gente e para nós inclusivamente que não temos culpa nenhuma de sentirmos e pensarmos diferente da generalidade das pessoas, mesmo assim continuo a pensar que somos pessoas bastante especiais, a situação que nos acompanha tem coisas negativas e causa-nos um sofrimento enormissimo mas também nos torna pessoas bastante especiais e que muita gente gostaria de sonhar em ser como nós inclusivamente aquelas que nos criticam!
Vá, Sandra muita força, coragem e determinação, e sempre que quiseres falar estás completamente à vontade, não te isoles!
Já agora enviei-te um pedido de amizade, e sempre que te apetecer mensagem privada não hesites por mim não há problema nenhum!
Desejo-te as melhoras e tenta colecionar muitos momentos de felicidade porque apesar de tudo não há impossíveis!
Fica bem e um Grande Abraço

Filipe
Dom, 19/03/2017 - 19:25
Olá os dois. Também estou disponível para conversar. Como sou mais velho terei uma perspectiva diferente do Transtorno, que Vos poderá ajudar. Bj e Abc.
Sex, 24/03/2017 - 01:43
Boa noite Alexandre
Espero que estejas bem
Obrigado, e claro que sim, as tuas sugestões ou informações serão sempre bem-vindas independentemente do percurso e do tempo lidando com esta situação
Um Forte Abraço e Fica bem

Filipe
Ter, 03/10/2017 - 07:26
Não conseguir publicar então vim por aqui..
Prazer eu..
(Uso a escrita como um escape espero que meu texto não deixe ninguem pra baixo as únicas pessoas que já mostrei ele foi ao meu psiquiatra e a minha mãe, enfim um pouco de mim..)
Tão cansada, tão cansada.
Tão perdida, tão perdida.
Eram tantos pensamentos ao mesmo tempo que não era mais possível processar, o tempo já não parecia linear e já não sabia distinguir o real do ilusório, não sabia mais o que realmente havia vivido já não sabia o que era as vozes na minha mente ou realmente vozes e cada vez me tornava o que as vozes me diziam até que só me restava a sensação de vazio que cada vez mais me arrastava para a vontade de não existir mais.
Não adiantava mais as carteiras de cigarro e nem mesmo a saudade do ecstasy ou do um quarto ao paraíso, nem mesmo beijos nem aquele sexo sem sentido nada mais curava, nada mais anestesiava.
Chega a ser engraçado o quão deprimente são os efeitos das drogas sobre mim, nunca pensei precisar tanto de algo assim, chega ser patética a quantidade de vezes que jurei pra mim que iria parar, só mais um gole, só mais um trago e foi assim durante tempo o suficiente pra eu desmoronar mais um pouco.
E algo em mim gritava, cada vez mais eu tinha certeza que não valia mais a pena não foi poucas vezes que procurei algo que me falasse ao contrario, mas nunca algo era suficiente pra me fazer querer viver.
Arrumo alguma coisa pra culpar, talvez a hipocrisia dos que me cercam ou a tentativa de ajuda excessiva ou as drogas, foda-se até parece que vai adiantar.
E eu odiava o meu choro excessivo, minha raiva excessiva, meu amor excessivo e minha saudade excessiva do tempo em que eu não era assim e vez ou outra minha mente tenta procurar o exato momento em que eu me perdi sei lá é mais um erro contínuo de arrumar alguém pra culpar eu ser assim, talvez um amor não recíproco ou até mesmo um pai ausente, mas quem eu quero mesmo enganar é o que a voz me diz mais uma vez.
Vez e outra me sinto suja, me parece normal depois de tudo o que já fiz então me tranco mais uma vez no banheiro ao som de alguma música que me deixe um pouco mais triste e que me encoraja a fazer o que tem que ser feito, procuro algum gillete novo que antes seria usado pra mais um sexo sem amor daqueles vazios que te fazem esquecer por alguns minutos a sua triste realidade , que agora é usado com uma nova utilidade me cortar pra alguns só mais um jeito pra eu chamar atenção, pra mim só mais um jeito de me punir é uma sensação satisfatória de dor , é como minha voz diz eu mereço e aí por alguns minutos me sinto limpa mas mais uma vez passa.
É até irritante esta vida em extremos as pessoas quase como peças em um jogo em que sempre serei o perdedor, meses se passam e diria que estou apaixonada meses se passam e lhe digo que não, estranho não? Alguém tão importante se tornar apenas mais um vão ou algum vão se tornar algo tão importante então, e é assim que alguém vai se devastando.
Com prazer, na verdade nem tanto,eu.
Ter, 03/10/2017 - 07:27
Não conseguir publicar então vim por aqui..
Prazer eu..
(Uso a escrita como um escape espero que meu texto não deixe ninguem pra baixo as únicas pessoas que já mostrei ele foi ao meu psiquiatra e a minha mãe, enfim um pouco de mim..)
Tão cansada, tão cansada.
Tão perdida, tão perdida.
Eram tantos pensamentos ao mesmo tempo que não era mais possível processar, o tempo já não parecia linear e já não sabia distinguir o real do ilusório, não sabia mais o que realmente havia vivido já não sabia o que era as vozes na minha mente ou realmente vozes e cada vez me tornava o que as vozes me diziam até que só me restava a sensação de vazio que cada vez mais me arrastava para a vontade de não existir mais.
Não adiantava mais as carteiras de cigarro e nem mesmo a saudade do ecstasy ou do um quarto ao paraíso, nem mesmo beijos nem aquele sexo sem sentido nada mais curava, nada mais anestesiava.
Chega a ser engraçado o quão deprimente são os efeitos das drogas sobre mim, nunca pensei precisar tanto de algo assim, chega ser patética a quantidade de vezes que jurei pra mim que iria parar, só mais um gole, só mais um trago e foi assim durante tempo o suficiente pra eu desmoronar mais um pouco.
E algo em mim gritava, cada vez mais eu tinha certeza que não valia mais a pena não foi poucas vezes que procurei algo que me falasse ao contrario, mas nunca algo era suficiente pra me fazer querer viver.
Arrumo alguma coisa pra culpar, talvez a hipocrisia dos que me cercam ou a tentativa de ajuda excessiva ou as drogas, foda-se até parece que vai adiantar.
E eu odiava o meu choro excessivo, minha raiva excessiva, meu amor excessivo e minha saudade excessiva do tempo em que eu não era assim e vez ou outra minha mente tenta procurar o exato momento em que eu me perdi sei lá é mais um erro contínuo de arrumar alguém pra culpar eu ser assim, talvez um amor não recíproco ou até mesmo um pai ausente, mas quem eu quero mesmo enganar é o que a voz me diz mais uma vez.
Vez e outra me sinto suja, me parece normal depois de tudo o que já fiz então me tranco mais uma vez no banheiro ao som de alguma música que me deixe um pouco mais triste e que me encoraja a fazer o que tem que ser feito, procuro algum gillete novo que antes seria usado pra mais um sexo sem amor daqueles vazios que te fazem esquecer por alguns minutos a sua triste realidade , que agora é usado com uma nova utilidade me cortar pra alguns só mais um jeito pra eu chamar atenção, pra mim só mais um jeito de me punir é uma sensação satisfatória de dor , é como minha voz diz eu mereço e aí por alguns minutos me sinto limpa mas mais uma vez passa.
É até irritante esta vida em extremos as pessoas quase como peças em um jogo em que sempre serei o perdedor, meses se passam e diria que estou apaixonada meses se passam e lhe digo que não, estranho não? Alguém tão importante se tornar apenas mais um vão ou algum vão se tornar algo tão importante então, e é assim que alguém vai se devastando.
Com prazer, na verdade nem tanto,eu.
Ter, 03/10/2017 - 07:28
Não conseguir publicar então vim por aqui..
Prazer eu..
(Uso a escrita como um escape espero que meu texto não deixe ninguem pra baixo as únicas pessoas que já mostrei ele foi ao meu psiquiatra e a minha mãe, enfim um pouco de mim..)
Tão cansada, tão cansada.
Tão perdida, tão perdida.
Eram tantos pensamentos ao mesmo tempo que não era mais possível processar, o tempo já não parecia linear e já não sabia distinguir o real do ilusório, não sabia mais o que realmente havia vivido já não sabia o que era as vozes na minha mente ou realmente vozes e cada vez me tornava o que as vozes me diziam até que só me restava a sensação de vazio que cada vez mais me arrastava para a vontade de não existir mais.
Não adiantava mais as carteiras de cigarro e nem mesmo a saudade do ecstasy ou do um quarto ao paraíso, nem mesmo beijos nem aquele sexo sem sentido nada mais curava, nada mais anestesiava.
Chega a ser engraçado o quão deprimente são os efeitos das drogas sobre mim, nunca pensei precisar tanto de algo assim, chega ser patética a quantidade de vezes que jurei pra mim que iria parar, só mais um gole, só mais um trago e foi assim durante tempo o suficiente pra eu desmoronar mais um pouco.
E algo em mim gritava, cada vez mais eu tinha certeza que não valia mais a pena não foi poucas vezes que procurei algo que me falasse ao contrario, mas nunca algo era suficiente pra me fazer querer viver.
Arrumo alguma coisa pra culpar, talvez a hipocrisia dos que me cercam ou a tentativa de ajuda excessiva ou as drogas, foda-se até parece que vai adiantar.
E eu odiava o meu choro excessivo, minha raiva excessiva, meu amor excessivo e minha saudade excessiva do tempo em que eu não era assim e vez ou outra minha mente tenta procurar o exato momento em que eu me perdi sei lá é mais um erro contínuo de arrumar alguém pra culpar eu ser assim, talvez um amor não recíproco ou até mesmo um pai ausente, mas quem eu quero mesmo enganar é o que a voz me diz mais uma vez.
Vez e outra me sinto suja, me parece normal depois de tudo o que já fiz então me tranco mais uma vez no banheiro ao som de alguma música que me deixe um pouco mais triste e que me encoraja a fazer o que tem que ser feito, procuro algum gillete novo que antes seria usado pra mais um sexo sem amor daqueles vazios que te fazem esquecer por alguns minutos a sua triste realidade , que agora é usado com uma nova utilidade me cortar pra alguns só mais um jeito pra eu chamar atenção, pra mim só mais um jeito de me punir é uma sensação satisfatória de dor , é como minha voz diz eu mereço e aí por alguns minutos me sinto limpa mas mais uma vez passa.
É até irritante esta vida em extremos as pessoas quase como peças em um jogo em que sempre serei o perdedor, meses se passam e diria que estou apaixonada meses se passam e lhe digo que não, estranho não? Alguém tão importante se tornar apenas mais um vão ou algum vão se tornar algo tão importante então, e é assim que alguém vai se devastando.
Com prazer, na verdade nem tanto,eu.
Ter, 03/10/2017 - 07:29
dscpp o erro foi várias vezes