Artigo

03 Jun, 2014

Uma empresa holandesa, myTomorrows, criou uma plataforma online para todos aqueles pacientes que estão gravemente doentes e que não têm opção de tratamento ou que sofrem de uma doença crónica (grave) que gradualmente lhes reduz a qualidade de vida.
myTomorrows facilita o acesso a medicamentos inovadores, que ainda não estão no mercado, ou seja, ainda não foram aprovados pelas entidades competentes.
O principal foco são doenças neurológicas, alguns tipos de cancro (cabeça, renal, colo-rectal, próstata) e doenças raras.

O que é myTomorrows?

myTomorrows é uma plataforma que permite o acesso a medicamentos que, embora ainda estejam em fase de testes clínicos, poderão aliviar o sofrimento do paciente, estender a sua vida, ou até mesmo salvar. No entanto, existe também o risco de não ser eficaz e de possuir efeitos secundários ainda desconhecidos.

Como pedir?

Para ter acesso a esta plataforma, um médico tem que prescrever o medicamento e tem de apresentar um pedido de aprovação por parte das autoridades regulatórias. myTomorrows também coordena esse pedido para aprovação. As entidades reguladoras têm de aprovar o pedido do paciente antes do medicamento poder ser entregue.
O médico, paciente e um familiar do paciente devem registar-se em myTomorrows em “Fast Track Treatment”, onde o médico pode pedir mais informações detalhadas. Após o pedido do médico para iniciar o “Fast Track Treatment”, myTomorrows coordenará o pedido com as autoridades regulatórias. Este pedido apenas pode ser realizado por um médico qualificado. Assim que o pedido for aprovado e pago (há custos de logística, administrativos e legais), a farmácia ou farmácia do hospital onde o paciente é acompanhado receberá os medicamentos. Seguradoras de saúde, regra geral, não comparticipam estes tratamentos.

Potenciais benefícios vs. riscos

Quando já não há opção de tratamento, myTomorrows poderá trazer alguma esperança, através de um medicamento que poderá melhorar a situação do paciente e este, consequentemente, aceitará os riscos que advêm com a toma de um medicamento ainda não aprovado.
No entanto, a segurança do tratamento obtido por esta via já terá sido testada num pequeno número de pessoas. Contudo, quando testado num grande número de pessoas, é provável que surjam efeitos secundários até então desconhecidos, dado que na fase de ensaios clínicos a dosagem óptima, regra geral, ainda não é conhecida, assim como o medicamento pode provar não ser eficaz.
Nesse sentido, riscos e benefícios devem ser pesados juntamente com um médico antes de optar por um medicamento em fase de testes clínicos.